Africa Basquetebol

30 maio 2015

MOÇAMBIQUE : ELIMINATÓRIAS DO AFROBASKET SUB-16: Selecção Nacional consegue primeira vitória

A SELECÇÃO Nacional de Basquetebol sub-16 venceu, na tarde de ontem, o Botswana por 148-17, em partida da terceira jornada das eliminatórias do acesso ao Afrobasket da categoria, que decorrem em Gaberone, capital do Botswana.
O primeiro período terminou com o resultado de 16-1, a favor da Selecção Nacional.
O intervalo chegou com uma vantagem ainda mais volumoso de 58-6. No terceiro a vantagem era astronómica, de 97-10, até que o resultado final se fixasse em 148-17.
Foi a primeira vitória da selecção moçambicana depois de derrotas frente à Zâmbia e África do Sul, na primeira e segunda jornadas. Mesmo com o triunfo diante dos tswanas, o sonho da Selecção Nacional de chegar a Mali esfumou-se, sendo que a derrota diante dos sul-africanos foi a gota que transbordou o copo.
A vitória frente ao Botswana dá a possibilidade de Moçambique lutar pelo segundo lugar, hoje, a partir das 12.00 horas, frente ao Zimbabwe. Nessa partida, o combinado nacional não terá outra alternativa senão vencer para depois se beneficiar do “point-average”, dado que os zimbabueanos já somam dois triunfos. Por outro lado, a vitória diante do Zimbabwe pode, à prior, colocar o nosso país em vantagem devido ao confronto directo, sendo que este será um outro trunfo para a rapaziada moçambicana. É uma partida que não se antevê nada fácil, até porque este Zimbabwe só escorregou uma vez nesta prova, frente a forte selecção da África do Sul.
Com o triunfo de ontem, Moçambique passou a somar quatro pontos em terceiro lugar, menos quatro que a África do Sul, já apurada para o Afrobasket, e menos dois que o Zimbabwe, classificado.
O segundo lugar é de extrema importância, pois costuma beneficiar de repescagem neste tipo de competições.
DIETA QUE NÃO AJUDA
A Selecção Nacional está alojada na Universidade de Botswana, em Gaberone, uma instituição pública de Ensino Superior cujo pátio supera duas ou mais vezes o da Universidade Eduardo Mondlane (UEM). Nesta universidade as condições de alojamento são razoáveis, atendendo e considerando que é uma instituição do ensino, de longe melhor que os nossos “selfs”, na UEM.
Mas a grande questão mora na alimentação que é servida às delegações. A dieta é péssima e constante, ou seja, desde que a selecção chegou a Gaberone na noite de domingo come a mesma coisa, desde o pequeno-almoço até ao jantar.
O pequeno-almoço tem sido, todos os dias, duas fatias de pão de forma, um ovo cozido e fígado de galinha com xima. O almoço, guisado de vaca ou de frango, idem para o jantar, acompanhados de um copo de sumo concentrado.
Trata-se de uma comida mal confeccionada, ou feita em moldes muito diferentes dos nossos, com excesso de temperos e óleo. As consequências disso não tardaram, quatro atletas moçambicanos padecem neste momento de diarreia, dois deles quase aguda.
As convulsões estomacais têm afectado a quase todos os membros da delegação moçambicana. Para países como Botswana, Zâmbia, África do Sul e Zimbabwe, este tipo de dieta invariável e pouco nutritiva é comum, daí que muitos dos seus atletas não têm passado mal. À excepção de Angola, que, como Moçambique, tem cozinha eminentemente portuguesa e, de longe, melhor que a dos vizinhos anglófonos.
Para variar a dieta e minimizar os seus efeitos, algumas delegações, casos África do Sul e Angola, têm se desdobrado em providenciar refeições extras aos seus atletas, acompanhados de muitas frutas e bebidas de qualidade, como sumos e alguns energéticos, para além de dar vitaminas C aos basquetebolistas.
Infelizmente isso já não acontece com a delegação moçambicana, não se conhecendo as razões, sendo que alguns atletas acabam tirando algumas das suas economias pessoais para comprar frutas e outros alimentos nutritivos.
Os responsáveis da nossa delegação dizem não ter autorização para falarem à volta das condições logísticas.
A comitiva moçambicana está com um agente de saúde para cuidar dos atletas, mas este está desprovido de material para o trabalho. E, no que nos foi confidenciado, tem apenas o paracetamol.
A comitiva nacional deixa Gaberone amanhã de regresso a Maputo, via terrestre, ou seja, cerca de 1000 quilómetros de estrada. A delegação pediu à Federação Moçambicana de Basquetebol para criar condições de modo a pernoitar em Joanesburgo para conferir repouso aos atletas, sobretudo os que padecem de diarreias, mas até ao fecho desta edição os responsáveis federativos ainda não tinham dado resposta clara.
ZIMBABWE E ÁFRICA DO SUL COM “VETERANOS”’
As selecções da África do Sul e do Zimbabwe são acusadas pelas restantes delegações de utilizar jogadores fora da idade. Para a África do Sul, o escândalo despoletou após ter cilindrado a selecção anfitriã por 106 pontos de diferença. Nessa partida foi notória a diferença etária entre os atletas dos dois conjuntos. Como culminar disso, dois jogadores sul-africanos foram excluídos da competição.
Já o Zimbabwe viu quatro jogadores impedidos de competir antes dos resultados dos exames digitais de idades, entretanto, já feitos, mas sem os resultados divulgados.
Espera-se a todo o momento a divulgação destes resultados, sendo que a selecção que tiver utilizado jogadores acima de 16 anos numa das partidas automaticamente perde pontos na mesma e é severamente multada

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