Africa Basquetebol

21 junho 2011

CABO VERDE : Jovens basquetebolistas em testes nos EUA


Mais cinco jovens atletas seguem em Agosto rumo aos Estados Unidos da América para tentar a sorte no mais grandioso palco do Basquete do mundo. Seis meses depois que a Academia Nacional de Basquetebol Cabo-verdiano logrou integrar Lorreta Rocha no Southern New Hampshire University (SNHU), estas três meninas e dois rapazes inspiram‑se na “excelente” integração da jovem salense e de outros três basquetebolistas cabo‑verdianos que nos EUA seguem os seus estudos e firmam carreira no desporto. As três meninas são do Sal e os dois rapazes da Praia, e todos terminam agora o 12º ano. Tirzah Évora, Ornela Livramento e Nataly Semedo jogam pelo Liceu Basket e são alunas da Academia Nacional de Basquetebol. Os rapazes, Michel Mendes e Patrick Abreu, defendem a equipa praiense do Seven Stars. Seguem em Agosto próximo, acompanhados por Zola, presidente da ANBC e antigo jogador da selecção nacional. E assim que pisarem as terras do Tio Sam, vão mostrar o valor do basquetebol cabo-verdiano e, quiçá, conquistar os treinadores norte-americanos.

Perseguem os mesmos sonhos que Ivan Almeida, Vinny Lima, Marito Correia e Lorreta Rocha, no universo do basquetebol norte-americano, onde também entraram pelas mãos de Zola. Também estes cinco querem seguir os estudos universitários e participar numa das mais importantes competições do basquetebol norte-americano, a NCAA. Primeiro, têm de passar nos testes – académicos e técnica da bola ao cesto – que vão decorrer em várias escolas superiores: Stonewwil College, Northeastern University, Community College of Rhode Island, University of New Hampshire e na Southern New Hampshire University. Outras escolas devem entrar na lista quando chegarem aos EUA.

E vão confiantes na realização do seu sonho. Afinal, estão há cerca de três anos a preparar-se para vencer o desafio. Para Tirzah Évora, de 18 anos, prestar estes testes nos EUA é uma oportunidade rara que vai agarrar com todas as forças. “Estudei muito, treinei mais ainda durante todo esse tempo. Empenhei-me no meu desempenho escolar justamente para quando lá chegar reunir todas as condições, e passar nos testes. Estou confiante que vou conseguir”, sublinha.

Com a mesma convicção vai seguir Michel Mendes, jogador da selecção Nacional de basquetebol. Com 20 anos, o jovem que actualmente defende as cores do clube praiense Seven Star, está certo que vai conseguir a sua bolsa-atleta. O basquetebol entrou na sua vida desde os 16 anos e agora não quer parar. “Pretendo seguir carreira como basquetebolista. Quero cursar enquanto pratico o basquetebol, mas trabalhar na área em que me irei formar, só depois de fazer uma carreira brilhante como basquetebolista”, afirma.

Inspiração nos outros

Aliás, estes jovens foram buscar toda essa inspiração noutros cabo-verdianos que há muito não param de brilhar nas placas das universidades norte-americanas. A mais nova é Lorreta que começou agora e é já titular na Southern New Hampshire University, depois de alguns meses de treino junto com outras atletas. Esta jovem salense foi tentar a sorte em Agosto do ano passado, Janeiro deste ano 2011 começou a estudar e a integrar a equipa daquela universidade americana. Com apenas um semestre de treinos, Lorreta não só já joga regularmente como obteve as melhores notas académicas de sempre.

Outro atleta que a Academia cabo-verdiana tem no seu quadro-de-honra – logo, um exemplo para incentivar os jovens – é Ivan Almeida, que há quatro anos envergou a camisola do Seven Stars e actualmente estuda e joga pelo Stonehill College. Este basquetebolista da Selecção Nacional de Cabo Verde, ingressou no Mohawk Valley Community College, em 2007. Prestes a terminar os estudos, agora quer seguir carreira nos EUA, integrando a liga de desenvolvimento da NBA. O mindelense Vinny Lima, outro jogador da Selecção de Cabo Verde, é também finalista este ano e já tem grandes ambições. O internacional já foi abordado por um agente da Itália e pelo treinador de uma equipa inglesa. Mas o seu sonho é continuar nas terras do tio Sam.

Já Marito Correia – atleta do Bairro, Praia, já terminou a sua formação universitária nos Estados Unidos, onde durante quatro anos jogou pela Bryant University. Dos Estados Unidos seguiu para Portugal, onde jogou pela Maia Basket. Depois seguiu rumo a Angola para defender a Promade Basket. Actualmente é um dos principais jogadores do 1º de Agosto, uma das equipas angolanas mais bem posicionada na modalidade.

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