Africa Basquetebol

07 abril 2013

CABO VERDE : Afrobasket 2013: Selecção feminina já se movimenta

Cabo Verde vai participar no campeonato africano de basquetebol feminino – Afrobasket feminino, que acontece no próximo mês de Setembro, em Moçambique. Neste momento, várias atletas das ilhas de Santiago, São Vicente e Sal treinam no Gimnodesportivo Vavá Duarte, na Praia, mas o seleccionador cabo-verdiano Zola diz que para essa competição internacional vai apostar sobretudo nas basquetebolistas cabo-verdianas que brilham nos campeonatos dos Estados Unidos de América e Portugal – com mais traquejo e ritmo competitivo.

Afrobasket 2013: Selecção feminina já se movimenta
Em conversa com LANCE, Zola informa que nas próximas semanas vai aos EUA seguir de perto um grupo de sete basquetebolistas filhas e netas de cabo-verdianos – cinco delas militam ainda na Liga Universitária e duas já deram o salto para o campeonato semi-profissional. Apesar de não revelar os nomes, por agora, Zola vai dizendo que a documentação relativa à nacionalidade cabo-verdiana dessas atletas está a ser tratada desde o ano passado. É que os dissabores que a equipa nacional teve de provar no Torneio da Zona II, realizado na cidade da Praia, ainda estão frescos na memória de todos – três basquetebolistas da selecção masculina foram impedidos de jogar, porque a FIBA tinha dúvidas quanto à sua nacionalidade cabo-verdiana. Mas se tudo correr bem, estes “reforços de última hora” juntar-se-ão às ‘seleccionáveis’, cuja nacionalidade cabo-verdiana é clara. São os casos de Jade Leitão, Lorreta Rocha, Allexia Barros e Vanessa Conceicão, que também jogam nos EUA. Zola também pretende ir a Portugal buscar Jennifer Monteiro e Yamily Cruz (Sporting) e Áurea Cardoso (Vagos). Isso, para além de continuar em aberto a possibilidade de mais uma ou duas atletas “lusas” integrarem a Selecção. Para colmatar a ausência de um campeonato nacional da modalidade, um grupo de pré-seleccionadas de Santiago, São Vicente e Sal começou esta semana na Praia, a sua primeira fase de preparação. Deste lote de quase uma dezena de basquetebolistas, Zola deverá escolher três ou quatro atletas para integrarem a equipa cabo-verdiana de basquetebol feminino, que em Agosto se concentra na capital do país para afinar a pontaria rumo à mais importante prova da bola ao cesto, em África.
Zola pede apoios para “selecção do futuro”
A presença da selecção feminina de Cabo Verde no Afrobasket deste ano é um projecto que Zola traçou em 2009, ano em que o país apresentou o basquetebol feminino nos Jogos da Lusofonia, em Lisboa. Depois de ver in loco o potencial que as crioulas têm para a bola-ao-cesto, o treinador que vivia nos Estados Unidos da América mudou-se de armas e bagagens para Cabo Verde. E é a partir da ilha do Sal que segue a evolução das nossas basquetebolistas através da Academia Nacional de Basquetebol. Por isso, pede mais apoios e engajamento das autoridades e também da sociedade civil. Porque, “vi muito potencial no basquetebol feminino cabo-verdiano”, orgulha-se.
Mas Zola também está de olho na evolução do basquetebol africano. “Tenho noção do nível de competição em África e também de Cabo Verde, sobretudo na diáspora. O meu grande objectivo é formar uma boa selecção, não só para competir em Moçambique, mas também que desperte a sensibilidade das autoridades nacionais”, espera Zola, que pretende usar o Afrobasket como rampa de lançamento do nosso basquetebol feminino para quadras internacionais. “Se conseguirmos todas as basquetebolistas da diáspora, garanto que podemos fazer uma boa competição”, afirma.
Esta será a terceira presença da selecção cabo-verdiana de basquetebol feminino na Afrobasket. Desde a sua estreia na maior prova continental da bola-ao-cesto, que nesse pioneiro ano de 2005, aconteceu na Nigéria, as nossas meninas mostram progresso: do 9º lugar obtido na estreia ascenderam em 2007, no Senegal, ao 7º posto.
Ainda não há dados oficiais, mas LANCE apurou que a “Operação Moçambique” deverá custar 12 mil contos e que a Federação Cabo-verdiana de Basquetebol (FCBB) já está a trabalhar na mobilização de recursos. Neste momento, além de Cabo Verde as selecções qualificadas são Moçambique, Angola, Camarões, Costa do Marfim, Mali, Quénia, Nigéria e Senegal.

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