Africa Basquetebol

19 maio 2012

ANGOLA : Recreativo do Libolo campeão da regularidade

Libolenses passearam classe durante a fase final
Fotografia: Jornal dos Desportos
A formação do Recreativo do Libolo tornou-se na sexta equipa a conquistar o maior galardão da “bola ao cesto”, numa época em que a regularidade foi a sua maior divisa. Com esta conquista, os libolenses, comandados por Raul Duarte, juntaram-se ao leque restrito de equipas que tiveram o privilégio de arrebatar o anel nacional - 1º de Agosto, Petro de Luanda, Sporting de Luanda, Ferroviário de Luanda e Atlético Sport Aviação (ASA). Pela primeira vez na história do basquetebol angolano, o título de campeão nacional saiu da capital do país.

Desde a sua criação, o grémio da vila de Calulo vem dando mostras do seu potencial, o que culminou com a conquista da 34ª edição do Campeonato Nacional de Basquetebol em seniores masculinos. Depois de perder o seu esqueleto base no início da época desportiva, com principal realce para o norte-americano Reggie Moore, os internacionais angolanos Domingos Bonifácio e Leonel Paulo, todos transferidos para o 1º de Agosto, Raul Duarte conseguiu reestruturar a equipa e a conquista do título nacional foi mais do que merecido.
Depois de ter ocupado o segundo lugar na fase regular, com 42 pontos, menos um que o 1º de Agosto, que foi o grande vencedor, a equipa do Libolo surpreendeu tudo e todos ao terminar a fase final de forma invicta. Na fase regular, o Libolo em 22 jogos, somou 19 vitórias e três derrotas, tendo anotado 2094 pontos e sofrido 1487. Já na fase derradeira, a formação do Kwanza-Sul somou dez vitórias em igual número de jogos.
Números que ilustram na perfeição a superioridade do actual campeão nacional em título, que passa a somar dois importantes troféus, depois de, no início da época, ter conquistado a Supertaça Wladimir Romero. Em 32 jogos disputados na 34ª edição do Campeonato Nacional da bola ao cesto, a equipa do Kwanza-Sul somou 29 vitórias, averbando apenas três derrotas. Em função dos números, a equipa do Recreativo do Libolo acabou por ser o justo vencedor do campeonato. Na fase final, o Libolo somou 20 pontos, contra 18 da equipa militar.

Conquista
Técnico Raul Duarte festeja primeiro título
O técnico Raul Duarte festejou na quinta-feira última, à semelhança da sua equipa, o seu primeiro título de campeão nacional como treinador principal, depois de ter passado pelo Petro de Luanda e 1º de Agosto. Com passagens assinaláveis do Grupo Desportivo da Nocal e Interclube, onde conquistou vários títulos nacionais, isto no sector feminino, Raul Duarte viu compensado o trabalho que tem efectuado com os masculinos ao longo dos últimos tempos. Na hora da consagração, o técnico agradeceu o apoio que tem recebido da direcção do clube, liderada por Rui Campos. “Gostaria de dedicar este título à direcção do clube por aquilo que tem feito em prol do basquetebol e aos atletas pelo esforço que fizeram fundamentalmente na fase final. MC

No 1º de Agosto
Técnico Mário Palma fracassa no seu regresso

Depois de ter brilhado de 2000 a 2005, ao serviço do 1º de Agosto, em que conquistou vários títulos ao nível nacional e de África, Mário Palma fracassou no seu regresso à equipa militar. Palma, que terminou já o seu vínculo contratual com o Clube Central das Forças Armadas Angolanas, perdeu os troféus mais importantes da época Desportiva 2011/2012. Depois de ter falhado o apuramento à fase final da Taça dos Clubes Campeões Africanos, a Fiba-Afrique decidiu convidar o 1º de Agosto, mas a equipa do rubro-negra não foi capaz de reconquistar o título, perdendo na final com Etoile da Tunísia. Os militares falharam também a conquista o campeonato nacional, perdendo a coroa para o Recreativo do Libolo. Como salvação, tiveram de se contentar com a Taça de Angola. MC

Apito
Greves dos árbitros marcam temporada

A temporada da bola ao cesto, que encerrou na última quinta-feira com a consagração da equipa do Recreativo do Libolo, ficou marcada pela greve dos árbitros, que exigiam o pagamento na totalidade dos seus subsídios. Em face da greve decretada pelos homens do apito, a área técnica da Federação Angolana de Basquetebol decidiu encurtar a competição e a tradicional “Final Four” deixou de existir. Apesar desta situação, a prova foi bastante disputada, sobretudo entre o Libolo, 1º de Agosto e Petro de Luanda, esta última que terminou em terceiro lugar. Uma nova greve esteve à vista no início da fase final, mas a boa vontade dos homens do apito fez com que a prova tivesse o seu fim, apesar de não serem pagos na totalidade. MC