Africa Basquetebol

02 Agosto 2009

ANGOLA : A História do Afrobasket

A décima edição, disputada de 22 a 30 de Março de 1980, em Marrocos, marcou a estreia da selecção de Angola, cujo país tinha apenas cinco anos de independência e havia organizado a primeira edição do seu campeonato nacional fora da alçada portuguesa, em 1979. Então treinada por um jovem de 29 anos que atende pelo nome de Mário Palma, a formação angolana chegou a Rabat sem grandes veleidades. Angola ficou na sétima posição, o que para os angolanos era um resultado aceitável, face à sua inexperiência no plano internacional.

X Edição
País-Sede: Marrocos. Data: 22 a 30 de Março de 1980
Campeão: Senegal. Participantes (10): Senegal, Costa do Marfim, Marrocos, Argélia, Congo Brazzaville, Zaire, Angola, Mauritânia e Guiné-Conakry.

XI Edição
País-Sede: Somália. Data: 15 a 23 de Dezembro de 1981
Campeão: Costa do Marfim. Participantes (10): Cote D’Ivoire, Egipto, Somália, Argélia, Senegal, Congo Brazzaville, Tunísia, Mauritânia, Angola e Moçambique.

Este campeonato marcou a estreia de um segundo país lusófono, no caso Moçambique. Foi um dos mais complicados da história do basquetebol africano em razão das muitas ocorrências negativas, algo que o excessivo número (quatro) de faltas de comparência na fase classificatória. O Senegal acabou surpreendido, ainda na primeira fase, pelo “caloiro” Moçambique e teve uma queda inimaginável, ocupando a quinta posição. Duas vezes vice-campeã africana, a Costa do Marfim acabou finalmente por concretizar o seu sonho do título, no que foi secundado no pódio pelo Egipto (segundo) e pela Somália (terceiro), que ocupou essa posição após muitos arranjos administrativos e à “chuva” de ausências que se seguiu à primeira etapa da prova. Não foi uma boa jornada para o basquetebol africano e de Angola, cuja selecção acabou na nona posição, superando apenas Moçambique por… falta de comparência.

XII Edição
País-Sede: Egipto
Data: 19 a 28 de Dezembro de 1983
Campeão: Egipto. Participantes (10): Egipto, Angola, Senegal, Côte D’Ivoire, Moçambique, Argélia, RCA, Somália, Libéria e Guiné-Conakry.

Organizado na cidade talismã do basquetebol egípcio, Alexandria, esta competição confirmou a decadência do Senegal, que pela segunda vez caía na primeira fase aos pés de uma selecção lusófona, no caso vertente a de Angola, a penúltima classificada do campeonato anterior. Também significou o regresso do Egipto ao principal lugar do pódio continental, após uma ausência de três edições e oito anos.

XIII Edição
País-Sede: Côte D’Ivoire. Data: 20 a 28 de Dezembro de 1985
Campeão (12): Côte D’Ivoire. Participantes: Cote D’Ivoire, Angola, Egipto, Senegal, RCA, Mauritânia, Nigéria, Tunísia, Moçambique, Congo Brazzaville, Guiné-Conakry e Quénia.

Depois do hiato que o campeonato de Alexandria’83 representou para a selecção da Côte D’Ivoire, esta usou o factor casa para se elevar ao primeiro lugar da competição, batendo uma repetente em matéria de finais, no caso Angola, que se assumia já como uma referência incontornável do basquetebol continental. Estava, então, consumado o novo realinhamento, com Angola a figurar entre os ocupantes cativos do pódio ao lado do Senegal e do Egipto.

XIV Edição
País-Sede: Tunísia. Data: 17 a 27 de Dezembro de 1987
Campeão: Tunísia. Participantes (9): RCA, Egipto, Angola, Mali, Tunísia, Senegal, Cote D’Ivoire, Nigéria e Argélia.

Adivinhava-se acérrima a disputa entre os principais candidatos ao título em razão de o país anfitrião não entrar nas contas dessa valente peleja. Na “grelha de partida” figuravam pelo menos quatro selecções, designadamente Angola, Egipto, Senegal e Costa do Marfim. De resto, eram os campeões das últimas quatro edições e o vice-campeão dos dois últimos campeonatos. Em perspectiva estava um dos mais disputados campeonatos de toda a história do torneio que a partir do ano seguinte ganhou o cognome de “Afrobasket”. Só que, o campeão acabou saindo de onde menos se esperava. É que, apesar do seu histórico razoavelmente bom, a RCA não era citada por ninguém como candidata ao primeiro lugar, até porque depois do título de 1974 ficou seis anos sem participar, foi sétimo em 1983 e quinto, em 1985. Mas, os centro-africanos acabaram por triunfar nas contas finais, sendo acompanhados no pódio pelo Egipto (segundo) e por Angola (terceira).