Africa Basquetebol

01 outubro 2013

ANGOLA : Banho de carinho

                       
Selecção Nacional foi recebida ontem no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro por muitas centenas de pessoas
Fotografia: Dombele Bernardo
O grito de felicidade ecoa na placa, quando a capitã Nacissela Maurício aparece à porta do avião das Linhas Aéreas de Moçambique com o troféu. Mãos agitadas e rostos felizes por uma conquista. Enfileiradas, as obreiras do sucesso descem do avião e os beijos da praxe invadem os rostos. É o reconhecimento por um feito histórico. Nobre. Ameno. Revestido do sentimento de angolanidade.
A capitã exibe o troféu e arranca os aplausos dos meninos da OPA. Os mesmos que divinizam Augusto Ngangula. Os lenços brancos vestem os pescoços das bi-campeãs e as mãos acolhem os bouquets de flores. Os sorrisos de felicidade ‘denunciam’ os corações alegres. São campeãs.
Acompanhada da filha, Nacissela entra na sala protocolar do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro. Os beijos às entidades políticas e da sociedade civil pintam a recepção calorosa. As palavras de apreço e de carinho são proferidas à moda angolana.
Palmas e palmas antecedem as prelecções. Nacissela Maurício recebe das mãos da ministra da Família e Promoção da Mulher, Filomena Delgado, um bouquet de flores, em reconhecimento do feito. De mulher para mulher. A governante ressalta que as mulheres angolanas merecem todo o apoio e sempre contribuíram para a construção da nação.
Em cada mãe desportista, o desejo de chegar a casa começa a atingir o apogeu. Sónia Guadalupe não conteve as lágrimas, quando se deparou com a filha. Uma menina de tenra idade. O abraço fraterno pela saudade aqueceu o coração de mãe. Uma mulher que colocou o país em primeiro plano. Uma patriota de verdade.
A população vibra de alegria, quando Nacissela Maurício aparece à porta de acesso à rua. Agitação total. Os chapéus vermelhos e brancos são acenados. Assobios e gritos eclodem junto à porta protocolar. É a manifestação de um povo.
Com a taça levantada, a capitã dirige-se ao carro sob os aplausos do público. Lágrimas e sorrisos confundem-se num ambiente desportivo. A exaltação da angolanidade vibra das altas colunas. A dança invade o “palco” improvisado do carro. As bi-campeãs africanas exibem-se pelo regresso à terra mãe como conquistadoras. Políticos e desportistas misturam-se no carro. É a festa do basquetebol continental.
A Bandeira Nacional desfralda em todos os lados. É a angolanidade em acção. O carro começa a marcha. Os acenos das campeãs recebem aplausos de homens, crianças, jovens e adultos. Dos prédios, carros e peões saem gritos de reconhecimento. Uma simbiose de paz e desporto.

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