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16 dezembro 2011

MOÇAMBIQUE : LIGA NACIONAL DE BASQUETEBOL EM SENIORES MASCULINOS - Agora é a doer!

À MEDIDA que a Liga Nacional de Basquetebol em seniores masculinos se aproxima do final, a margem de erro das equipas participantes vai diminuindo.Maputo, Sexta-Feira, 16 de Dezembro de 2011:: Notícias

Se na fase de grupos havia espaço para errar, hoje, com a disputada dos quartos-de-final, em que apenas o vencedor pode seguir em frente, a margem de erro é zero!
O desafio mais apetitoso da ronda é aquele que terá a honra de encerrar a ronda, trata-se do Desportivo-Costa do Sol com início previsto para as 20.00 horas no Pavilhão do Maxaquene, palco que vem albergando, desde sábado passado, a mais importante competição de basquetebol do país.
Desportivo, segundo da Série A, não deixou uma boa impressão na última partida da fase de grupos, tendo perdido com o Ferroviário, facto que lhe custou a perda do primeiro lugar. Muitos passes falhados, oportunidades claras de encestar, foram desperdiçados vezes sem conta pelos “alvi-negros” que hoje terão pela frente um velho conhecido, o Costa do Sol, naquele que também é conhecido como “derby das aves”, ou não estivessem frente a frente “águias” e “canários”.
A expectativa é enorme em torno deste jogo, até porque os “canarinhos” já mostraram que possuem argumentos para triunfar. As “águias” que se cuidem, e se repetirem a desastrosa exibição frente aos “locomotivas”, as probabilidades de ficarem pelo caminho são maiores.
Dos grandes, o Ferroviário do Maputo, primeiro classificado da Série “B”, é o que teoricamente tem a vida mais facilitada atendendo que defronta A Politécnica, quarto da A. Após o triunfo diante do rival Desportivo, os “locomotivas” estão em alta na prova a todos os níveis. A confiança, moral e, acima de tudo, o espírito de grupo ficaram fortalecidos e é de esperar que a “locomotiva” passeie a sua classe já a pensar no embate das meias-finais.
A anteceder este desafio, o Maxaquene, primeiro da Série B, mede forças com a UP, quarto da A. Trata-se de um despique com espectro de vingança por parte dos “tricolores”, visto que ainda têm a espinha entalada na garganta depois de terem sido surpreendidos por este mesmo adversário no Campeonato da Cidade do Maputo. Embora seja inquestionável que os campeões nacionais são favoritos a vencer é preciso realçar que doutro lado estará uma equipa motivada e que quer criar mais desabores.
Os ânimos vão aquecer quando o Ferroviário da Beira, segundo da Série B, bater-se com a Soprotecção de Quelimane, terceiro do A, naquela que é a única partida que não envolve equipas da capital do país. Estarão em campo duas equipas superiormente estruturadas e que têm oferecido muita qualidade à prova, sendo que hoje não deverá fugir à regra. Antevê-se um desafio equilibrado entre beirenses e quelimanenses.

Maputo em peso nos “quartos”
A PRIMEIRA fase da Liga Nacional de Basquetebol serviu, mais uma vez, para elucidar o poderio das equipas da cidade do Maputo. Das dez equipas envolvidas na fase de grupos, seis eram da capital do país e todas lograram transitar para os quartos-de-final, a saber: Maxaquene, Desportivo, Ferroviário do Maputo, Costa do Sol, Universidade Pedagógica (UP) e A Politécnica.
Os indicadores são claros no que diz respeito à superioridade dos representantes da cidade do Maputo em relação às equipas das províncias. De uma maneira geral, o nível de básquete dos maputenses continua a estar uns bons degraus acima do das restantes formações do resto do país. Embora se procure encontrar um equilíbrio através de uma Liga de Basquetebol mais profissional e regular procurando envolver diversos clubes, o fosso é ainda significativo. A aposta na regularização da competição interna, a nível da própria província ou cidade, é definitivamente a base, o alicerce para a médio e longo prazo, se possa ter “básquete” nas outras províncias.
O Ferroviário da Beira é a única equipa que vai tentando lutar para quebrar a hegemonia das equipas da capital do país. Com presenças frequentes nas Ligas Nacionais, mostra que a aposta na bola-ao-cesto é séria. À semelhança dos beirenses pede-se que surjam mais formações com a mesma disponibilidade e força, se assim for, a modalidade ganhará mais interesse e competitividade.

Inak GarciaInak Garcia vitorioso na batalha espanhola
NO desafio entre o Maxaquene e o Ferroviário da Beira houve um despique à parte envolvendo dois técnicos espanhóis: Inak Garcia e Luís Hernandez. Eles que um dia antes do jogo haviam mantido uma longa conversa, quiçá já a projectarem as suas férias na terra natal, Espanha, travaram um duelo interessante na “guerra” das tácticas. Durante sensivelmente duas horas a amizade foi “posta de lado”, afinal amizade e trabalho são coisas que não se misturam, cada um luta para defender o seu “pão”. Inak, ao serviço do Maxaquene, e Hernandez, do Ferroviário da Beira, mantiveram um equilíbrio na forma como foram gerindo as suas formações. Nalgumas vezes eram os “tricolores” que estavam por cima dos acontecimentos, noutras os beirenses, uma toada que se prolongou até o último minuto. Era difícil vaticinar qual dos espanhóis seria o último a rir. Mas, no último minuto, Hernandez meteu “água”, complicou o lógico, ao abdicar dos bases numa altura em que estava melhor e precisava de pegar no jogo. Inak, que não é nenhum leigo na matéria, muito menos ingénuo, deu ordens para o “pressing”, estratégia certa para aplicar a machadada final ao seu compatriota.

JOGOS DOS QUARTOS-DE-FINAL
Hoje
14:00 h – Ferroviário do Maputo (1° da Série A)-A Politécnica (4° da B).
16:00 h – Maxaquene (1° da Série B)-UP (4° da Série A).
18:00 h – Ferroviário da Beira (2° da Série B)-Soprotecção de Quelimane (3° da Série A).
20:00 h – Desportivo (2° da Série A)-Costa do Sol (3° Série B).