Africa Basquetebol

29 dezembro 2011

ANGOLA : Ano de ouro para femininos e de prata para masculinos

Luanda – O título africano conquistado pela selecção nacional de basquetebol sénior feminina, em Bamako (Mali), que garantiu pela primeira vez a presença do “cinco” nacional nos Jogos Olímpicos, e a interrupção da hegemonia em masculinos, depois de uma seis vitórias consecutivas, marcaram a modalidade em 2011.

Contra todas as expectativas, depois de uma preparação turbulenta, as angolanas ergueram pela primeira vez o principal troféu continental e garantiram, a inédita, presença nas olimpíadas, que em 2012 terá lugar em Londres (Inglaterra), ocupando a única vaga de África em femininos.
O caminho para Londres começou a ser traçado em Maputo (Moçambique), durante os Jogos Africanos, onde terminaram na segunda posição, depois de derrota na final frente ao Senegal. No entanto, apesar do desfecho, a presença das angolanas na competição foi o culminar da preparação para o Afrobasket, em substituição do estágio no Brasil que não se concretizou.
Já na competição continental, o mesmo Senegal voltou a causar “estragos” no cinco nacional, tendo vencido logo na jornada inaugural (63-42). Mas a segunda derrota consecutiva diante das senegalesas serviu de lição para o técnico Aníbal Moreira que estudou o adversário até à exaustão.
Seguiu-se um período de vitórias até chegar à final, onde voltou a encontrar o “carrasco” dos Jogos Panafricanos, mas com um final diferente dos anteriores: com as angolanas a vencerem por 62-54 e sagrarem-se, pela primeira vez, campeãs continentais.
Depois de um terceiro lugar alcançado no Madagáscar em 2009, o “cinco” nacional atingiu o topo e proporcionou aos angolanos, aos amantes do desporto em particular, a maior alegria em termos de conquistas em 2011. Habituados a receber os masculinos com pompa e circunstancia, “Angola” saiu a rua para homenagear as novas “rainhas de África”.
O título continental foi a principal conquista e a inédita qualificação para os Jogos Olímpicos foi a “cereja em cima do bolo”, numa altura em que o basquetebol feminino, internamente, se encontra num mau momento, com o campeonato nacional a ser disputado apenas por três equipas.
Ao contrário da selecção feminina, os masculinos viram interrompido um ciclo de 20 anos com presença assídua em Jogos Olímpicos, ao perderem o título africano para a Tunísia, no Afrobasket 2011 em Antananarivo (Madagáscar), depois de terem estado em Barcelona92 (Espanha), Atlanta96 (Estados Unidos), Sidney2000 (Austrália), Atenas2004 (Grécia) e Beijing2008 (China).
Muito cedo, a prestação da selecção no Afrobasket suscitou dúvidas por parte de analistas e não só, devido às opções do francês Michel Gomez, com destaque para o afastamento de Olímpio Cipriano.
Na competição, apesar das vitórias, Angola começou por apresentar um basquetebol incaracterístico, sem a habitual eficiência defensiva, espectáculo e outros elementos.
Fruto disto, a direcção da Federação Angolana de Basquetebol (FAB) decidiu demitir o seleccionador nacional para tentar “salvar” a postura dos então Campeões africanos. Para o seu lugar entrou o adjunto Jaime Covilhã, mas foi tarde para impedir que fossem destronados pelos tunisinos com quem perderam na final.
Angola, embora tenha ainda oportunidade de se qualificar, com a disputa do torneio pré-olímpico, “corre o risco” de falhar uma competição onde já fez história. Em 1992, na Espanha, derrotou a formação anfitriã e defrontou o primeiro “Dream Team” (equipa de sonhos) denominação da selecção norte-americana com jogadores da NBA. Nomes como Michael Jordan, Magic Jonhson, Larry Bird participaram no dito confronto.
A presença da selecção nacional em Barcelona deu a conhecer ao mundo o nível do basquetebol praticado em Angola e o “cinco” nacional tornou-se numa referência. Fruto deste histórico, a qualificação para os Jogos Olímpicos passou a ser uma obrigação para os angolanos.
A nível de clubes a história repetiu-se, mais uma vez as senhoras levaram a melhor. Numa autêntica demonstração de evolução, a equipa sénior feminina do Interclube renovou o título de campeã africana de clubes ao vencer a fase final na Nigéria.
Já em masculinos, assim como a selecção nacional, o 1º de Agosto não conseguiu revalidar o título continental perdendo na final com o ESS da Tunísia por 60-82.
Depois de ter sido convidado pela FIBA África para defender o título, uma vez que não se tinha qualificado para a fase final, os “militares” deixaram escapar a oportunidade de conquistar o sétimo título.
Novamente os tunisinos no “caminho” dos angolanos, com vitórias claras, depois de terem convencido no Afrobasket2011. Os outros representantes angolanos, Petro de Luanda e Recreativo do Libolo, terminaram na quarta e oitava posição, respectivamente.
Foi também disputada, em Lisboa (Portugal), a segunda edição da Supertaça Compal, prova que visa estreitar as relações entre as federações angolanas e portuguesas, além de dar competitividade às equipas dos dois países. O 1º de Agosto não deu hipóteses as adversárias e aumentou a galeria de troféus no Rio Seco, alcançado três vitórias em igual número de jogos. O Libolo terminou na segunda posição.



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